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Como o Cyber Threat Intelligence (CTI) prioriza riscos e mede o nível de confiança

Como a pontuação de risco (Risk Score) de um insight é calculada?

A pontuação de risco começa verificando os CVEs associados. Se um insight possuir uma ou mais vulnerabilidades vinculadas, o CTI seleciona a maior pontuação CVSS entre elas para representar o risco desse insight.

Se não houver uma pontuação de CVE disponível, a plataforma utiliza uma estimativa baseada em IA considerando três fatores: impacto, probabilidade de exploração e nível da ameaça. Cada fator é classificado como Baixo, Médio, Alto ou Crítico, e a combinação desses fatores determina o resultado final.

Esse modelo garante uma pontuação de risco útil mesmo quando a ameaça ainda não está formalmente associada a um CVE com pontuação. Na prática, essa pontuação auxilia na priorização e na resposta a incidentes, equilibrando o risco técnico conhecido com inferências baseadas em contexto.

O risco de um host corresponde ao maior nível de risco entre os CVEs associados a esse host. Caso não existam CVEs associados, o risco do host permanece indefinido.


Como o Nível de Confiança (Confidence Level) de um IoC é calculado?

O nível de confiança de um IoC é uma métrica desenvolvida para ajudar clientes e parceiros a tomarem decisões de acordo com suas políticas de segurança. Ele indica o quão confiável é a classificação de um determinado IoC como malicioso.

Esse cálculo é baseado em uma análise de múltiplas fontes, considerando quantos fornecedores de segurança identificam o IoC como malicioso. Em seguida, os dados são mapeados para um sistema interno que classifica o indicador como de confiança Baixa, Média ou Alta.

Essa abordagem reflete o consenso entre fontes confiáveis, em vez de depender de uma única referência isolada.


CVSS (Common Vulnerability Scoring System): o que é?

O CVSS é um sistema padronizado de pontuação que mede a gravidade técnica de uma vulnerabilidade. Sua escala varia de 0,0 a 10,0:

  • 0,0 — sem impacto.

  • 4,0 a 6,9 — gravidade média.

  • 7,0 a 8,9 — gravidade alta.

  • 9,0 a 10,0 — gravidade crítica.

O CVSS leva em consideração fatores como acesso remoto ou local, requisitos de autenticação e impacto sobre confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Sua principal limitação é que ele mede apenas a gravidade técnica da vulnerabilidade, mas não indica se ela está sendo explorada ativamente nem qual a probabilidade de exploração no curto prazo.


EPSS (Exploit Prediction Scoring System): o que é?

O EPSS estima a probabilidade de que uma vulnerabilidade seja explorada na prática nos próximos 30 dias. Sua escala varia de 0 a 1, em que valores mais próximos de 1 indicam uma maior chance de exploração no mundo real.

O EPSS utiliza aprendizado de máquina e dados do mundo real, como feeds de exploits, honeypots, telemetria e outros sinais relacionados, além de considerar fatores como disponibilidade pública de exploits, facilidade de exploração e notoriedade da vulnerabilidade.

Sua principal vantagem é ajudar a priorizar quais vulnerabilidades devem ser corrigidas primeiro com base no risco prático, e não apenas na gravidade teórica. Uma vulnerabilidade com CVSS crítico pode ter um EPSS muito baixo, enquanto outra com CVSS médio pode apresentar um EPSS elevado e, portanto, exigir uma ação mais urgente.

Utilizados em conjunto, CVSS e EPSS fornecem uma visão mais completa do risco: o CVSS explica a gravidade técnica da vulnerabilidade, enquanto o EPSS indica a probabilidade de exploração no mundo real no curto prazo.


Em caso de dúvidas, entre em contato conosco pelo e-mail [email protected] 😊

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